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Uma vida a menos

Yago e Luis estavam sentados embaixo de uma marquise improvisada com telhas sobre duas vigas de madeira. Ele passaram praticamente quatro horas conversando uma série de bobagens sem sentido, falavam de seus personagens favoritos dos desenhos da televisão e não notaram o passar das horas. Era uma noite daquelas que se configuram depois de uma chuva forte de verão, o mês, Janeiro. O ar estava puro e parecia limpo; o cheiro da rua de paralelepípedos molhados entrava por suas narinas como um aroma agradável e bucólico desenvolvido por algum mestre perfumista. _ Já passa das dez horas._ Disse Yago ao amigo. _Pois é, não tem ninguém na rua, só nós._ respondeu o outro. A verdade era que a rua na qual moravam tinha uma fama ancestral, muitos na redondeza costumavam dizer que coisas estranhas ocorriam de repente e sem a menor explicação aparente. Por vezes eles mesmos já haviam presenciado algum tipo de manifestação estranha, pás pelo fato de serem apenas duas crianças, tais fenômenos eram soterra…
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A lua e o lobo -- Conto

_Algumas coisas não são mais como eram antes. A cidade mudou demais. Eu mudei demais.

Sandro estava descalço e sentado sobre um troco de árvore cortado poucos dias antes, a seu lado uma garrafa contendo uma estranha bebida indígena. Havia três anos que saíra do exército brasileiro, e neste período sua vida mudou completamente, principalmente em noites como aquela.

Seus instintos não mais o enganavam, tinha certeza de que poderia encontrar um pouco de ação por aquelas bandas; a verdade é que aquela rua estava totalmente deserta e poucas pessoas passavam por ali depois que anoitecia. Ele mesmo anos atrás não ousaria ficar sentado naquele lugar com pouquíssima luz, o céu noturno estava estrelado, porém com algumas nuvens que encobriam o grande e belo luar.

Pouco tempo depois ele sentiu o cheiro sendo trazido pelo vento; na verdade era um misto de cheiros diferentes, mas que ele conhecia muito bem. O medo feminino em contraste com a adrenalina dos caçadores. Vampiros Ele não sabia como agir; …

O circo dos desaparecidos

Geralmente um circo é algo que traz atrações para o entretenimento das pessoas do lugar onde ele se instala; e foi com essa expectativa que os moradores de um pequeno bairro chamado Santo Antônio do Rio Bonito, no sul do estado do Rio de Janeiro receberam uma caravana de atores circenses mambembes em sua pacata cidade. O circo chegou numa manhã de Sexta-feira e todos os que viram a comitiva de carroças, puxadas por força de cavalos e algumas por burros, amontoadas de panos de trapos, caibros empilhados apetrechos de corda e correntes; lonas, utensílios diversos dependurados por todos os lados; tendas desmontadas e cabanas; bandeiras enroladas, vários caixotes empilhados em uma fila de seis carroças só para as caixas de todos os tamanhos. Outras seis traziam o que parecia ser o material de montagem do circo, ferramentas tubos de ferro, vergalhões, grilhões, mais ferramentas e uma infinidade de coisas metálicas que provocavam um enorme barulho porquanto as carroças balançavam de um lad…

Mercador de venenos -- Conto

__ O que leva um homem a ganhar a vida como você? _ Perguntou Diógenes Sander. O homem com quem ele estava conversando era conhecido apenas pelo apelido "O mercador"; fora indicado por um colega de partido. O outro respondeu: __ Minha motivação é exatamente como a sua. Dinheiro. Diógenes sorriu e recostou no banco do carro onde ambos estavam; haviam marcado o encontro da forma mais discreta possível; Diógenes ocupava um cargo político na câmara de vereadores de um pequeno município do estado do Rio de Janeiro, havia sido eleito depois de um pleito conturbado por várias suspeitas de manipulação e agora estava tendo problemas para lidar com um grupo de chantagistas da oposição. Seu nome estava exposto em todos os jornais e ele vinha sendo rotineiramente ligado a escândalos relativos a desvio de verbas públicas, porém os advogados de Diógenes estavam sendo muito hábeis em manipular o sistema em favor do acusado. Mas as provas apresentadas contra ele ficavam cada vez mais forte…

Melchior e o menino Rei; a origem de Noel -- Conto de Natal

Mais um final de ano se aproxima, o dia de natal está às portas e eu sigo em minha empreitada solitária, minha missão, minha saga ou até, me atrevo a dizer, minha epopeia. Escrevo a quem possa interessar, pois quero desabafar, é bem verdade que essa é a época do ano em que estou mais alegre, porém, depois de tantos e tantos séculos, só o que me resta é a esperança quase tão imortal quanto eu, de ser finalmente retirado dessa terra e elevado às regiões celestiais. Mas não vou me alongar nesse prólogo, haverá sem dúvidas, tempo para tratar destes temas com você meu caro leitor incauto. Sim haverá. Por agora vou retroceder, alguns anos; não! Séculos, na verdade. Voltarei ao princípio de tudo para mim e para todos vocês; logo vou me fazer entender.
O dia de natal e eu nascemos, creio, no mesmo momento. Farei um relato abrangente, mas não vou me aprofundar, porque me faltariam páginas para contar a história toda. Há muitíssimo tempo atrás, eu estudava os astros, os observava e anotava tud…

Anjo de pedra mística -- Conto

O enorme caixote media pouco mais de dois metros de altura por quase quatro de largura; era reforçado nos cantos com proteções de metal que o defendiam de prováveis quedas, pancadas ou coisas afins; embora todo confeccionado com uma madeira escura e pesada. Possuía carimbos alfandegários e alguns papéis colados com fita adesiva por toda a parte frontal do caixote. Laura e Ricardo Versailes eram os curadores de uma exposição única que seria realizada no Rio de Janeiro e duraria apenas uma semana; as peças, todas, pertenciam a um colecionador particular que conheceu o casal em uma viagem que estes fizeram à Paris e ficaram intimamente ligados por um laço de amizade entre as famílias.

Os dois ao serem convidados por tal colecionador e após verem que o homem tinha uma vasta coleção de peças impares de vários períodos da história da humanidade; desde rústicas ferramentas de madeira petrificada e lascas de rocha retiradas de escavações paleontológicas datadas do período paleolítico, cerca …

Você já pensou em escrever na internet?

Alguns jovens escritores tem certo preconceito com escrever na internet, mas veja o caso de Anna Todd com seu livro After que obteve mais de um bilhão de visualizações na internet, agora é também vendido no mundo físico. Tudo depende de como você estrutura seu projeto de divulgação e vendas para seu livro.

Existe uma grande verdade que está passando despercebida; principalmente as gerações de leitores que virão a partir de agora estarão muito mais ligadas ao livro digital do que ao livro físico pelo simples fato de que nossa vida está se tornando cada vez mais digital; esta é uma marcha que não pode ser interrompida e grandes empresas que atuam nesta área já perceberam isso.

A internet é uma ferramenta poderosíssima que se for bem utilizada potencializará o alcance e o resultado positivo de seu livro. Hoje em dia há várias plataformas onde um autor iniciante pode colocar sua obra para alcançar os primeiros leitores.
Livrarias conceituadas como a saraiva já perceberam que muitos escri…